“Em Goiânia, candidato à Presidência do Novo afirma também que pretender cortar um terço do número dos integrantes do Congresso Nacional para reduzir custos.


Por Sílvio Túlio, G1 GO

João Amoêdo diz que, se eleito, vai implantar ‘Governo Digital’ no Brasil e usa a Índia como exemplo (Foto: Sílvio Túlio/G1)

O candidato à Presidência João Amoêdo (Novo) participa de compromisso de campanha em Goiânia na noite desta sexta-feira (7). Antes de ministrar uma palestra em um hotel, ele concedeu entrevista coletiva e disse que, se eleito, pretende implantar um “Governo Digital” e usou a Índia como exemplo a ser seguido.

“A gente vai apoiar o plano de internet [das coisas], a gente quer colocar um Governo Digital. Tenho visto algumas iniciativas, de um pequeno país como a Estônia até a índia, por exemplo, que são interessantes. Na Índia, a gente está falando de um país que tem 1,2 bilhão de habitantes e hoje 99% da população tem uma identidade eletrônica, identidade digital, está tudo ali. Título de eleitor, CPF, carteira de motorista. A gente tem que fazer isso no Brasil e ter um governo mais digital, de fato, com mais uso de tecnologia para fazer mais com menos. Brasil, infelizmente, tem deixado a tecnologia muito de lado”, afirmou.

Amoêdo também disse que pretende realizar parcerias com empresas privadas para desonerar os gastos públicos e apoiar o empreendedorismo para que o Brasil possa “entrar no século XXI”.

“Acredito muito em parcerias com a iniciativa privada. O governo brasileiro não tem recurso para investir. O que a gente tem que dar é condição para o empreendedor poder investir, segurança jurídica, estabilidade. Tudo isso é determinante para a gente ter sucesso e realmente entrar no século XXI. O Brasil está muito atrasado. Essa é a luinha que gostaríamos de atuar”, detalha.

Corte de gastos

O candidato também comentou sobre cortes de gastos na máquina pública. Disse que se ganhar as eleições, vai reduzir os benefícios dos próprios políticos e enxugar a quantidade de parlamentares do Congresso.

“A primeira coisa que a gente gostaria, até para dar o exemplo, é cortar os próprios benefícios, as verbas de gabinete. Só para gente ter uma ideia, Congresso Nacional custa R$ 10,5 bilhões por ano. Uma das nossas propostas é cortar um teço da quantidade de membros do congresso, já estaríamos falando em uma economia de R$ 3,5 bilhões”, destaca.

“O compromisso de todos os candidatos a deputado federal pelo Novo é de cortar metade da sua verba de gabinete e metade da quantidade de assessores, que foi muito em linha do que a gente fez com os vereadores do Novo. Os quatro eleitos cortaram 39 assessores e vão economizar cerca de R$ 16 milhões em seu mandado. Estamos falando em um Brasil com quase 58 mil vereadores e essa é a economia de quatro. Então primeiro esses privilégios, redução dos custos de Congresso”, avalia.

Privatização

Amoêdo reafirmou que pretende instituir um plano de privatizações, no qual está incluso a Petrobras. Ele disse que a empresa “é muito importante para ficar nas mãos dos políticos”, e que essa situação tem criado um “ambiente muito propício à corrupção”.

No entanto, ele ponderou que somente a gestão será repassada ao setor privado e que o Brasil não irá perder nenhum recurso com essa concessão.

“As reservas naturais permanecem com estado brasileiro. O que vamos fazer a privatização da empresa e cobrar royalties de quem vier a utilizá-lo, como já tem sido feito na concessão para exploração de posto para perfuração, isso permanece com o estado, O que a gente vai fazer somente é a questão da privatização do refino, da distribuição, da gestão da empresa, que não precisa estar com o estado”, explica.”

Posted by:Ricardo Garcia

Cidadão São Bernardense, Empreendedor, Empresário.